Lugar nenhum, sentimento algum...

   
    Num escuro profundo. Nessa penumbra cegante, me encontro no palco, no centro... Onde tudo e nada acontecem respectivamente. 
    O mundo gira, mas que giro é esse que nem ao menos minha vida vira ao avesso. 
     O que te peço é um poema, uma dose ingrata de amor. Se me tomas como tua pode dar-me o que me agrada. Se me chama de mulher posso, pois bem, te chamar de homem e delirar-me na imagem que te retém.   
   Como um suspiro soube que vivia, e num aperto, apertado como corpo e alma, soube que morria. Morte certa essa, não morte de corpo, não... Morte do ego na qual cada palavra é uma bala. Porém não tema. O escudo é redundante e a maior defesa, e é aí onde o giro está, também tem nome... E é palavra!

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